Mónica nasceu em Tagaste, na Argélia, no ano de 331 ou 332, de uma família profundamente cristã e de boa posição social. Casou-se, ainda jovem, com Patrício, que ainda não era cristão. Graças à sua paciência e ao seu exemplo, levou Patrício a abraçar a fé e conseguiu, também, a conversão de Agostinho, seu “filho de tantas lágrimas”, em cujo batismo, exultante de alegria, esteve presente. Quando se preparava para voltar a África na companhia de Agostinho e seus companheiros, morreu em Óstia Tiberina, porto marítimo de Roma, aos cinquenta e cinco anos de idade, durante o outono, mas certamente antes do dia 13 de Novembro de 387. Cerca de duas semanas antes, mãe e filho tiveram a doce experiência do êxtase de Óstia. Suas relíquias são veneradas na igreja de Santo Agostinho, em Roma.
A festa litúrgica de Santa Mónica celebra-se no dia 27 de Agosto.
Santo Agostinho escreveu muitas obras; entre elas, uma que tem o título de Confissões. Trata-se de uma obra que ele escreveu na primeira pessoa, ou seja, sobre si próprio. Nela, ele fala muitas vezes de sua mãe, Mónica.
Das Confissões de Santo Agostinho, Livro Sexto
“Ó esperança minha desde a mocidade, onde estáveis e para onde Vos apartastes? Não fostes Vós quem me criou, quem me distinguiu dos animais da terra e me fez mais sábio do que as aves do céu? E, contudo, caminhava por trevas e resvaladoiros e procurava-Vos fora de mim, sem descobrir o Deus do meu coração. Tinha chegado à profundeza do mar. Desconfiava e desesperava de encontrar a verdade.
Minha mãe, forte na piedade, já tinha vindo ao meu encontro, seguindo-me por terra e por mar, com a segurança posta em Vós, no meio de todos os perigos. (…) Oferecia-me a Vós, no esquife do pensamento, para que dissesseis a este filho de viúva: «jovem, eu te digo, levanta-te», e para que ele revivesse, começasse a falar e o entregasseis à mãe!
Não foi, portanto, com imoderado júbilo que seu coração estremeceu, ao ouvir que em grande parte me tinha convertido, graça que ela todos os dias Vos pedia com lágrimas. Ainda não havia alcançado a verdade, mas já me tinha arrancado do erro. Tendo a certeza de que Vós, que lhe prometeras a graça total, me daríeis o que faltava, respondeu-me com grande calma e com o coração cheio de confiança, que esperava em Cristo que, antes de partir desta vida, me havia de ver fiel católico. Foi isto o que me disse. Mas, diante de Vós, ó fonte de misericórdias, aumentava cada vez mais as súplicas e lágrimas, para que apressasseis o Vosso auxílio e iluminasseis as minhas trevas.”
Oração a Sta. Mónica
Bem-aventurada Santa Mónica
mulher sábia e prudente
que soubeste edificar a vossa casa
sobre a rocha firme da Fé,
da Esperança e da Caridade,
sendo assim exemplo esclarecido de mulher cristã:
intercede perante Deus
por tantas mães e esposas que
nas suas tribulações e trabalhos
precisam da vossa ajuda e conforto.
Santa Mónica,
nós vos pedimos neste dia que nos ajudes
a viver a nossa vocação perto de Deus,
confiando sempre em que a oração constante e simples
é um instrumento eficaz para transformar
os corações dos que nos rodeiam. Amén.